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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

" uma montanha no fundo do mar.."

O RMS Titanic foi um navio transatlântico da Classe Olympic da British White Star Line construído em 1912 nos estaleiros da Harland and Wolff, na Irlanda.
Tinha um comprimento de cerca de 269 metros (ou seja, quatro campos de futebol) por 28 metros de largura e uma altura de 54 metros, (aproximadamente um prédio de 11 andares).
Saiu de Inglaterra, no dia 10 de Abril de 1912 com destino a Nova Iorque, transportando 2228 pessoas a bordo, entre passageiros e tripulação.
Às 23h40 do dia 14, colidiu com um iceberg e afundou-se duas horas e meia depois.
Passageiros e tripulação que sobreviveram: 705.
Passageiros e tripulação que morreram: 1.523

Hoje ainda é o acidente marítimo mais famoso do Século XX.


A história do Titanic já foi contada inúmeras vezes quer em livros quer em filmes.
Faltava tocar no Titanic !!


Assim e depois de aqui ter dito que tinha de ir, fomos ver a exposição. E ainda bem !

Tudo o que possa dizer é pouco, ver a exposição faz-nos sentir como passageiros e regressar ao início do século XX e fazer parte da história.


As peças, genuínas, que estiveram cerca de 90 anos a 3.658 metros de profundidade, numa escuridão profunda e onde a pressão da água é cerca de 377Kg/cm2, dão-nos a conhecer histórias reais de muitos dos passageiros.


Uma das frases que mais me encantou durante a exposição, é dita por um dos exploradores que diz que " o Titanic é de uma grandiosidade que é como uma montanha no fundo do mar ".



Ao comprar o bilhete de entrada, cada pessoa recebe uma réplica do bilhete do Titanic, com os dados e um pouco da história do passageiro, Começa assim a viagem, desde a construção do barco, a vida a bordo, o seu afundamento, e os surpreendentes objectos resgatados e no fim temos a lista de passageiros que morreram e dos sobreviventes.



Existem diversas histórias dos passageiros, que nos vão sendo contadas ao longo da exposição, como a de uma famosa costureira Parisiense que tencionava levar a sua roupa a bordo mas exigia que lhe fosse feito um um seguro de viagem, não lho fizeram, por considerarem o Titanic inafundável, a dita senhora recusou-se a viajar no Titanic ou sabe-se que o homem mais rico a bordo era um banqueiro que viajava com a amante de 17 anos, era uma viagem para fugir aos comentários da sociedade sobre a gravidez da jovem amante.




A bordo do Titanic iam 3 Portugueses
Sr. Domingos Fernando Coelho,
Sr. Manuel Gonçalves Estanislau
Sr. José Neto Jardim

Três homens, todos eles nascidos na Ilha da Madeira.
Domingos Coelho, 20 anos, Manuel Estanislau, 37 anos, e José Jardim, 21 anos .
Embarcaram juntos no Titanic a 10 de Abril de 1912, em Southampton, Inglaterra.
Os três amigos eram trabalhadores agrícolas e tinham reservado uma passagem de terceira classe a bordo do navio com destino à América, com a esperança e o sonho de um trabalho novo e mais bem pago.


Coelho, o mais novo dos três, era solteiro.
Estanislau, o mais velho dos três amigos, era casado há 13 anos e tinha cinco filhos.
Jardim casara-se há menos de dois anos e tinha uma filha recém-nascida.

Segundo histórias que se contam na família, foi a esposa de José Jardim, Maria, que, enquanto bordava com algumas amigas debaixo de uma figueira em meados de Abril, reparou numa lapa viva — uma espécie de molusco — agarrada à agulha, o que considerou um mau presságio. Quatro horas mais tarde recebeu um telegrama a dizer que José morrera no desastre.

Domingos Coelho e Manuel Estanislau também faleceram no afundamento — nenhum dos corpos dos três amigos foi alguma vez recuperado.







TITANIC pps



sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Óbidos






















































Não vou aqui descrever minuciosamente esta vila e a destacar datas e factos históricos. Isso podem ver aqui, e acolá.

Deixo aqui apenas um facto curioso e que só por isso já valerá a pena dar uma espreitadela a Óbidos.
Durante centenas de anos esta vila fez parte do dote de casamento das nossas rainhas, Óbidos era uma prenda dada pelos Reis às suas esposas.

Óbidos é uma das vilas mais bonitas de Portugal, atravessamos as muralhas e respiramos história, quase nos sentimos noutra época, as ruas estreitas, as casas caiadas de branco com barra azul ou amarela, os telhados vermelhos e as flores que são o complemento final.


Andei por lá no fim de semana passado e recomendo uma visita.


sexta-feira, 10 de julho de 2009

Férias




Chegamos á altura do ano...em que 99,9% da população vai de férias.
E lá vamos nós fazer parte da estatistica :))

Portem-se mal....mas com estilo, ok ?
Voltamos a falar em Agosto ou Setembro...


Beijos

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Quinta da Regaleira


A história da Quinta da Regaleira, começa em 1892, altura em que é adquirida por António Augusto Carvalho Monteiro. O Monteiro dos Milhões. Herdeiro de uma grande fortuna familiar, multiplicada no Brasil com o monopólio do comércio dos cafés e pedras preciosas, este homem tornou-se conhecido graças ao carácter, simultaneamente altruísta e excêntrico, que o levou a gastar uma verdadeira fortuna na realização desta fantasia.



Licenciado em Leis pela Universidade de Coimbra, Carvalho Monteiro tinha paixão pelos livros, a ópera, os instrumentos musicais, os relógios, as conchas, as borboletas e as antiguidades.

Tinha um sonho de construir um espaço, em que vivesse rodeado de todos os símbolos que espelhassem os seus interesses e as suas ideologias.

Esse espaço encontrou-o em Sintra, um local que Monteiro considerava representar a essência de Portugal.

Assim, decidiu comprar a Quinta da Regaleira (propriedade de uma família do Porto) por 25 contos de réis.



O arquitecto escolhido por Carvalho Monteiro para a concepção da Regaleira foi o italiano Luigi Manini, arquitecto, pintor e cenógrafo, Manini veio para Portugal em 1876 para trabalhar no Real Teatro de São Carlos. Tinha trabalhado no Scala de Milão e gozava de muito boa reputação no meio artístico. Mas não era só nas questões estéticas que Monteiro e Manini estavam de acordo, ambos partilhavam as mesmas filosofias e estas afinidades foram determinantes para o desenvolvimento do projecto de concepção da Quinta da Regaleira.



O início das obras deu-se em 1898 com a adaptação da Casa da Renascença seguiu-se a remodelação das cocheiras, depois a construção da capela e, finalmente, a edificação do palácio, as obras duraram até 1910.

Dos sonhos de Carvalho Monteiro com as artes de Manini, nasceu um edifício arquitectonicamente muito rico num misto de estilos e de grande originalidade.
Símbolos esotéricos relacionados com a alquimia e a maçonaria, revelando as ideias e convicções de Carvalho Monteiro.


O grande mentor da Regaleira era um homem conservador, monárquico e cristão gnóstico e, como tal, adepto de uma arte simbólica, com o objectivo de ressuscitar o passado.

Castelos em ruínas, florestas sem saída, mansões com alas desertas e corredores escuros, criptas ocultas e subterrâneos húmidos, passagens secretas e portas interditas através das quais se adivinha a presença dos espíritos, são os ingredientes essenciais do cenário gótico que tão bem representado está na Quinta da Regaleira.



Fica aqui a minha sugestão para o fim de semana, eu fui e adorei.


quinta-feira, 21 de maio de 2009

Dia da Espiga




Hoje é 5ª feira da Ascenção ou como é conhecido também dia da espiga.


Lembro-me de andar na escola e neste dia era uma alegria, não haviam aulas, íamos para o campo.
Claro que nem sempre o nosso objectivo era apanhar o tal raminho, era sempre melhor o alivio de não estarmos fechados e ainda por cima no meio do campo.


Os anos passaram e aqui em casa as tradições deixaram de ser o que eram.

No ano passado comprei um raminho numa florista, além de ter sido caro....não tem piada nenhuma.
Por isso e para que as tradições se mantenham, vou com os meus filhos e vamos para o campo, apanhar a espiga.



Não pode faltar :


Espiga - Pão


Oliveira - Azeite e Paz


Papoila - Amor e Vida


Malmequer - Ouro e Prata


Alecrim - Saúde e Força


Videira - Vinho e Alegria


sexta-feira, 8 de maio de 2009

Viagens


Vista do Castelo para a cidade de Praga

Praga – Rep. Checa



No ultimo fim-de-semana XL e aproveitando que a minha filha fazia anos, fomos até à Rep. Checa…Praga foi o destino.

Uma cidade cheia de misticismo e história.

Não é por acaso que é considerada a cidade das cem torres, a Paris do Leste, Praga Dourada, Pérola do Oriente, a cidade no coração da Europa...e muitos outros nomes.

Para quem procura viagens com história e cultura, Praha é o destino ideal.

Não foi á toa que Franz Kafka um dia disse sobre a cidade "Praga não deixa a gente ir embora, esta velha tem garras”.

Na minha opinião..Praga parece uma cidade saída de um conto de Fadas e tal como na história da Cinderela…de noite transforma-se, enche-se de luz e em cada recanto das suas ruas surpreende-nos com a sua beleza arquitectónica, apetece sentar e ficar apenas a contemplar…adoramos !!!


O famoso Relógio Astronómico


Igreja de S. Nicolau


Torre da Pólvora


Bem estas são apenas 4 fotos das quase 2.000 que tiramos :))